Caminho seguro para veganos e vegetarianos

A atleta Macris Carneiro, levantadora da seleção brasileira de vôlei, medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, é vegana. Ou seja, ela não se alimenta de carne ou de nenhum item produzido por animais, como ovos, leite e derivados.

Provavelmente, na seleção e no clube, a jogadora é acompanhada por profissionais de nutrição que a orientam, de modo a suprir as necessidades orgânicas que essa decisão acarreta, para que o rendimento dela não caia por deficiência de nutrientes.

A busca de ajuda, vinda de médicos e nutricionistas, é o caminho sensato a ser tomado por todos aqueles que, levados pela defesa animal ou da sustentabilidade do planeta, tornam-se veganos ou apenas abolem a carne do cardápio, caso dos vegetarianos.

Um dos maiores desafios dessa turma é manter o bom estoque de proteína e vitamina B12, nutrientes facilmente encontrados em alimentos que deixaram de consumir. Para se ter ideia, a vitamina B12, também conhecida como cobolamina ou cianocobalamina, está envolvida na formação das células sanguíneas e dos neurônios, sendo, portanto, essencial ao bom funcionamento do sistema nervoso.

Estimativas apontam que há pelo menos 79 milhões de veganos no mundo – número superior à população do Reino Unido, que era de 67,22 milhões de habitantes, em 2020. Em 2021, a busca no Google pelo termo “comida vegana” cresceu mais de 5.000%.

No Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), de 2018, cerca de 29 milhões de brasileiros já não comiam carne, o que representava 14% da população. Ou seja, para todas essas pessoas, os alimentos de origem vegetal e a suplementação, bem orientada, são os grandes aliados na manutenção da saúde.

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